Folha da Foca

Girando o foco da notícia

Chegamos ao fim (ou será o começo?)

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Três meses de muita correria, cobranças, frustrações e alegrias. Assim pode ser definida a trajetória da Folha da Foca, uma publicação eletrônica surgida para dar cancha aos alunos do 1° ano de Jornalismo da Facamp ao longo do 2° semestre de 2009. Nada como a experiência.

Nesse período, os meninos e meninas aprenderam na prática a localizar fontes, fazer entrevistas, conviver com a pressão do fechamento e lidar com a refacção de trechos inteiros de uma matéria ou simplesmente com a exclusão de um trabalho completo da publicação.

Para muitos, foi a primeira vez na vida em que viram seus textos publicados e comentados. Puderam entender a responsabilidade e o peso do verbo publicar, tornar público. Puderam entender o peso da responsabilidade de lidar com as falas de seus entrevistados, com os interesses escondidos por trás de impressões e declarações e, principalmente, como dissemos em  nosso primeiro editorial, vivenciaram na prática uma verdade ignorada pela maioria dos “não iniciados”: jornalismo é coisa séria.

Muito obrigado por ter nos acompanhado nesta jornada.

Escrito por Márcio Sampa

22 22UTC novembro 22UTC 2009 em 22:15

Publicado em Editorial

Casa de ferreiro…

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Mesmo com várias peças apresentadas em muitos países, Teatro Lume sofre os mesmos problemas que todos os demais teatros no Brasil: a falta de apoio

Por Rodrigo Gianesi

Fundado em 1985 por Luis Otávio Burnier, Carlos Simioni e Denise Garcia, o Teatro Lume se tornou um dos mais importantes centros de pesquisa teatrais da atualidade no Brasil. Vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Lume é um Núcleo Internacional de Pesquisas Teatrais que tem sua sede em Campinas, no distrito de Barão Geraldo, e o que diferencia o grupo dos demais é que ele foi criado com a idéia de ser “um centro de estudos e pesquisas da arte de ator, e é um dos poucos grupos do país que conseguiu manter um projeto a longo prazo, com um elenco fixo de atores-pesquisadores, dedicados a construção de um modo próprio de se pensar e fazer teatro”, como diz José Divino Barbosa, administrador do grupo e reitor da Faculdade de Artes Cênicas da Unicamp.

Mesmo sendo um núcleo de Campinas, o Lume é pouco reconhecido na cidade. Seu reconhecimento maior vem de outros lugares, uma vez que já apresentou peças em todos os estados brasileiros e em outros 26 países, incluindo os Estados Unidos, Argentina, Itália, Japão e no Oriente Médio. Não existe uma explicação concreta para essa realidade, porém Barbosa acredita que isso se deve ao fato de que, em Campinas, o público prefere peças teatrais que apresentem atores consagrados da televisão, diferentemente de São Paulo, por exemplo.

Apesar de se diferenciar da maioria dos outros grupos de teatro, o Lume sofre com as mesmas dificuldades de todos eles: a falta de incentivos por parte do governo e, conseqüentemente, do público. “Se tivéssemos mais apoio à cultura, teríamos um público maior em todas as áreas de entretenimento”, diz Barbosa. O grupo tem apoio financeiro da Unicamp, que realiza a manutenção da sede e parte dos pagamentos dos atores/pesquisadores e da equipe de apoio do grupo. Ainda tem conseguido patrocínio nas esferas municipal, estadual e federal, porém ainda não é o suficiente para uma maior expansão.

A falta de incentivo cultural por parte do governo é um obstáculo presente na maioria dos grupos de teatro no Brasil há muito tempo. A Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991), também conhecida por “Lei Rouanet”, pode passar por mudanças, com o objetivo de aumentar o apoio à cultura no país. Foi enviado dia 23 de março deste ano para o Congresso um projeto de reformulação nesta lei. É a esperança dos artistas de terem mais incentivos para produzir suas peças.

Sergio Áudio, diretor do Teatro Coletivo, de São Paulo, comenta a possível reformulação da Lei Rouanet: “Esperamos que com essas mudanças na lei, esta possa se tornar mais generosa com quem promove arte. Entretanto, muita coisa ainda terá que acontecer para que a lei atinja realmente a essência de seus objetivos”.

Outro ponto que prejudica o Teatro Lume é a falta de divulgação de suas peças, mesmo já tendo produzido 23 espetáculos, sendo o último deles a peça “Kavka – Agarrado num Traço à Lápis”, que narra uma noite imaginária do falecido escritor tcheco Franz Kafka. A baixa quantidade de propagandas das apresentações dos teatros também é conseqüência do orçamento reduzido, uma vez que os teatros não recebem o número de patrocínios desejados. A qualidade dos espaços para realização das peças também não é favorável. Na região de Campinas, poucos teatros atingem altos padrões de qualidade, capazes de receber peças grandes. Apenas o Teatro Tim e o Teatro Municipal de Paulínia são modernos e apresentam boa infra-estrutura. O teatro do Centro de Convivência, apesar de passar por recente reforma, ainda não alcança o nível desejado, enquanto o Teatro Castro Mendes, o maior teatro público da cidade, foi fechado para reformas em 2007, quando estava praticamente abandonado.

As instituições de entretenimento do país se encontram aliadas neste momento em busca de melhorias na situação da cultura no Brasil, e o governo parece começar a se mobilizar para garantir tais melhorias. Atores, companhias e casas de espetáculo aguardam.

Escrito por folhadafoca

22 22UTC novembro 22UTC 2009 em 22:00

Publicado em Cultura

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O renascimento do basquete brasileiro

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Liga de basquete é criada para reerguer o esporte que tem enfrentado tempos difíceis

por Évelyn Abreu

colaboração Letícia Rovere e Paula Brazão

Campeão mundial e pan-americano, o basquete brasileiro já teve um campeonato muito forte, que contava com times como a Associação Atlética Francana e Sírio, responsáveis pela revelação de grandes jogadores como Oscar, Marcel e Guerrinha. Sérios problemas de gestão na Confederação Brasileira de Basquete levaram a uma impressionante decadência, que tirou da modalidade o histórico posto de segundo lugar na preferência nacional. A não participação do Brasil nos Jogos Olímpicos, desde 1996 (Atlanta), é outras das conseqüências visíveis desse processo. O fundo do poço não poderia ter chegado mais próximo.

Para recolocar o basquete no cenário esportivo brasileiro e mundial foi criada, em dezembro de 2008, a Liga Nacional de Basquete (LNB). Uma das primeiras medidas estabelecidas pela LNB foi a substituição do Campeonato Nacional Masculino de Basquete pelo Novo Basquete Brasil (NBB). Isso foi feito para resgatar a importância do esporte no País e o interesse da mídia e do público por ele. De quebra, a criação da Liga levou a um significativo afastamento da CBB, apontada pela maioria como a principal fonte dos males da modalidade.

Logo do Novo Basquete Brasil (NBB), o campeonato brasileiro da modalidade criado pela Liga Nacional de Basquete para fazer frente à Confederação Brasileira de Basquete

Com a sua instituição, os times participantes contam com novos patrocinadores estimulados a apoiar os times, principalmente depois da vitória brasileira sobre a Venezuela na final da Copa América de Basquete em agosto desse ano. Segundo o assessor de comunicação da LNB, Guilherme Buso, hoje a imprensa voltou a cobrir os jogos que agora são sempre transmitidos pela TV. O campeonato está organizado e os clubes têm total apoio. “Com as transmissões realizadas pela Globo, novos patrocinadores surgiram e o esporte passou a ser mais divulgado”, diz André de Sousa, mais conhecido como Andrézão, jogador do Franca Basquete Clube.

O interesse do público foi alcançado graças ao sucesso do NBB e o número de pessoas que comparece nas quadras aumentou consideravelmente. “É notória a grande presença de crianças nos ginásios torcendo por seus ídolos. Isso faz com que tenhamos novos amantes do basquete e que, futuramente, farão parte da nova geração de atletas do Brasil”, diz Buso.

De acordo com o regulamento do campeonato, o objetivo é reunir as melhores equipes do basquetebol masculino nacional, exigindo o nível técnico mínimo entre as equipes associadas à LNB. Segundo o jogador Andrézão, o nível do campeonato está mais equilibrado devido ao número de jogadores e de times participantes do torneio.

Além disso, para que os times possam competir em torneios internacionais como a Liga das Américas e a Liga Sul-Americana, é exigida a classificação no NBB anterior e a inscrição na edição atual desta competição.

Seguindo uma linha de avanços, o basquete procura seguir o exemplo de grandes potências nesse esporte, como Estados Unidos e Espanha. Esses países atraem os jogadores mais jovens, oferecendo as melhores vagas nos grandes times e os melhores salários. No próximo ano, a seleção brasileira disputará o Mundial da Turquia. Uma bela chance para reconquistar o respeito internacional perdido nos últimos tempos.

Escrito por folhadafoca

22 22UTC novembro 22UTC 2009 em 21:46

Publicado em Esporte

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Comércio popular campineiro

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Frente ao desemprego, um número cada vez maior de pessoas recorre ao comércio ilegal a fim de garantir o seu sustento

Por Thais Ferreira

Colaboradores: Dinoê Urbano e Gustavo Freitas

Quem frequenta a região que se estende do Terminal Central até o Mercado Municipal, no centro de Campinas, certamente já se deparou com as inúmeras bancas de camelôs espalhadas pela área. Ali, os interessados podem encontrar produtos como relógios, óculos, CDs, DVDs, roupas e uma infinidade de outros artigos. São cerca de mil barracas, segundo estimativas da própria prefeitura, através das quais os responsáveis chegam a ter um faturamento de R$ 3 mil por mês ou mais.

O motorista de caminhão Nelson Theodoro de Oliveira, de 42 anos, compra habitualmente mercadorias de camelôs. Segundo ele, é a própria população quem alimenta este comércio ilegal, à procura de produtos mais baratos, mesmo que sejam falsificados. “Apenas a minoria das pessoas possuem poder aquisitivo para comprar produtos luxuosos e de marcas originais, o restante tem de se contentar com estes pirateados, de qualidade inferior”, declara o comprador.

Dentre inúmeros produtos comercializados, há até mesmo remédios, que são vendidos sem nenhuma prescrição médica, o que pode acarretar sérios riscos à saúde de quem os compra. A maioria das mercadorias é falsificada, sendo importadas de países vizinhos, em especial Paraguai e Argentina, sem qualidade nem inspeção de órgãos reguladores. As viagens podem ser realizadas pelos próprios vendedores ou, como acontece com freqüência, por terceiros que se incumbem de fazer as compras e transportá-las até os camelôs. “A maior parte das coisas que vendo vêm de São Paulo. Toda semana chega um caminhão em minha casa, trazendo as mercadorias. Na verdade, eu desconheço a origem desses produtos. Apenas os compro e revendo”, revela Dalmo Pereira, camelô há seis anos na cidade.

Muitas das mercadorias vendidas no comércio de rua são de origem "desconhecida"

A venda de produtos piratas traz prejuízos não apenas às indústrias, que fabricam os originais, e aos artistas (no caso de CDs e DVDs), que não recebem seus direitos autorais, mas também aos governos, que não têm como cobrar deles seus impostos.

No entanto, atualmente, algumas prefeituras estão tentando legalizar a situação dos camelôs, como faz a cidade de Campinas, onde existe um espaço reservado a eles, conhecido como camelódromo. “No início fazíamos tudo na ilegalidade, corríamos de fiscais etc. Agora, o comércio popular de Campinas passou a ser mais organizado. Fomos separados em boxes e somos obrigados a pagar uma taxa à prefeitura todo mês”, afirma Dalmo.

Apesar disto, alguns desses vendedores ambulantes, mesmo lhes sendo oferecida a oportunidade de legalizar suas atividades, recusam-se, preferindo trabalhar na clandestinidade, pelo fato de não terem de pagar as taxas e impostos cobrados, e não ficarem limitados a pontos predeterminados pelos órgãos públicos.

Existe grande preconceito e discriminação por parte da população mais conscientizada em relação à atividade dos camelôs. No entanto, eles representam o “termômetro” da falta de emprego no país. “Eu não gosto do que faço. Sei que não é a maneira mais certa de ganhar dinheiro, mas é assim que consigo sustento para mim e minha família. Tenho esposa e dois filhos para criar”, diz o comerciante.

Para os ambulantes, tanto na cidade de Campinas como em qualquer outro grande centro comercial, a política governamental deveria passar a investir mais na educação, formação de bons profissionais e geração de empregos, para que dessa maneira não haja a necessidade de que as pessoas recorram a outras ocupações, improvisadas e não reconhecidas, para conseguirem se sustentar e sobreviver.

Escrito por folhadafoca

22 22UTC novembro 22UTC 2009 em 21:35

Publicado em Campinas

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Problemas no Enem 2009 frustram estudantes e educadores

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Apesar de se apresentar como uma solução inicial para os problemas educacionais no Brasil, o Enem se mostra falho e afeta muitas pessoas

Por Elisabeth de Lima

A nova estrutura do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria realizado nos dias 04 e 05 de outubro, causou expectativas em estudantes e educadores sobre um possível início da reformulação educacional no Brasil, sendo a principal perspectiva, a possibilidade da utilização da prova para o ingresso em instituições de ensino superior, marcadamente as universidades públicas. Para a decepção dos interessados, não foi o que aconteceu.

Três dias antes do exame, o Ministério da Educação (MEC) confirmou o vazamento de conteúdo da prova e a adiou para os dias 5 e 6 de dezembro. Os custos com a impressão do primeiro exemplar da prova chegaram a 30 milhões de reais, segundo o ministro da educação Fernando Haddad, em uma entrevista coletiva em Brasília. Esse episódio gerou uma grande repercussão nacional, e o MEC teve de tomar algumas medidas para amenizar o problema, entre elas oferecer o ressarcimento aos estudantes que desistissem de realizar a prova. O Ministério tentou também entrar em contato com as principias instituições de ensino superior para ajustarem seus calendários com o do Enem. Grande parte delas acatou o pedido.

Ainda assim, algumas universidades do País decidiram não utilizar a nota do Enem como bônus em sua primeira fase, entre elas, duas das mais importantes a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo. A alegação da Unicamp é que, devido a regras do edital, o prazo de disponibilização das notas não pode ser postergado. Muitos vestibulandos têm demonstrado uma certa preocupação em relação a não-utilização do Enem. O estudante Alexandre Formoso Delsin, 18, que irá prestar Engenharia Química e desistiu de fazer o Enem, acredita que seu ingresso na faculdade será dificultado. “O cursinho pré-vestibular em que estudo dedicou muitas aulas para o Enem este ano. Eu me sinto prejudicado por ter perdido muitas horas de estudo em uma prova que não irá me acrescentar mais nada”, afirma Alexandre, que prestará apenas o vestibular na Unicamp.

O caso do estudante não é isolado, já que outros alunos também desistiram da prova, mas o número exato ainda não foi divulgado pelo MEC. Originalmente cerca de 4,1 milhões de candidatos iriam realizar a prova.

Renato Pedros, coordenador da Comvest. Fonte: divulgação

Renato Pedrosa, coordenador da Comvest. Fonte: divulgação

Renato Pedrosa, coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) afirma que os estudantes não precisam ficar apreensivos. “Um estudo que fizemos acompanhando os resultados do vestibular da Unicamp e o papel do Enem, nos últimos quatro anos, mostra que não há nenhum grupo, seja de escola pública, ou de renda, beneficiado ou prejudicado pela ausência da nota do Enem”, afirma. Pedrosa ainda diz que em um ano anterior houve um adiamento do exame, o que não chegou a afetar na utilização da nota. 

Para o professor Marcelo Lavoura Carvalho, que dá aulas de biologia e matemática na rede pública de ensino, o Enem está sendo, para esse tipo de escolas, uma disputa por investimento financeiro. “A grande maioria dos meus alunos não prestará vestibular, mas a escola insiste para que façam o Enem, isso porque as escolas com melhor aproveitamento na prova receberão uma verba extra do governo. Os alunos não serão beneficiados em nada”, afirma.

Mesmo sob  muitas críticas e falhas, com sua nova estrutura e a resolução dessas questões, espera-se que a partir de 2010 a prova inicie o  processo de reformulação educacional. Um avanço que promete chacoalhar a elitista estrutura dos vestibulares no Brasil.

Escrito por folhadafoca

22 22UTC novembro 22UTC 2009 em 21:24

Publicado em Ciência e Tecnologia

Brasil planeja construir novas usinas nucleares nos próximos anos

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Projeto do governo brasileiro visa a construção de novas usinas nucleares para atender às futuras demandas de uma economia em crescimento. Ambientalistas desaprovam a idéia

Por Alyson de Oliveira

 Um dos debates que mais cresce no governo federal gira em torno da viabilidade da construção de sete reatores nucleares no nordeste brasileiro. Essa discussão está sendo travada mais especificamente dentro da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), onde algumas vozes defendem a importância da instalação dessas usinas até o ano de 2025. O assunto será levado a uma instância superior para ser discutida, na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para uma semana após as eleições do próximo ano.

A energia nuclear pode ser uma alternativa para a alimentação elétrica, com forças geradas por meio de usinas atômicas, onde a fissão do átomo é realizada, de modo a quebrar o seu núcleo para a produção de energia elétrica. O projeto de construção da usina nuclear Angra 3, que tem sua inauguração prevista para 2015, prevê o auxílio de empresas privadas, modelo apoiado pelo ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. O ministro não nega que há a possibilidade de uma expansão do setor nuclear no país, expondo projetos de, pelo menos, mais quatro usinas, reforçando a necessidade em utilizar novas alternativas energéticas para o futuro.

 Um dos intuitos do governo federal é prever as construções dessas usinas para suprir a ausência de energia elétrica principalmente no nordeste brasileiro. A demanda de energia vem aumentando consideravelmente nos últimos anos e o Brasil tem que se apoiar em critérios mais rigorosos para a diminuição e controle da poluição, segundo o ministro do meio ambiente Carlos Minc. Segundo essa premissa de não aumentar a poluição, existem benefícios e desvantagens para o meio ambiente em se formar um reator nuclear. Uma das principais vantagens para o ambiente é captação da energia, que quase não tem impacto sobre a biosfera. O coordenador de Matemática das Faculdades de Campinas (Facamp), Luiz Gustavo dos Santos, minimiza os riscos dessas usinas para o meio ambiente. “O impacto será mínimo, pois essas usinas não contribuem para a emissão de gases de efeito estufa”. Santos diz ainda que a construção de Angra 3 é fundamental. “O grande centro de consumo é o eixo Rio – São Paulo, e essa construção é indispensável, pois o eixo necessita cada vez mais de energia e não depender somente da rede elétrica e o regime de chuvas”.

Complexo nuclear de Angra dos Reis. Fonte: Eletronuclear

Do outro lado das discussões, uma das vozes mais fortes contra o projeto governamental de construção das usinas é o grupo Greenpeace. A organização ambientalista menciona os riscos relacionados ao tratamento inadequado dos resíduos atômicos como um dos principais impeditivos para o modelo. A desvantagem seria a necessidade de armazenar tais resíduos em locais isolados e protegidos, na tentativa de evitar a radiação, o que é praticamente inviável, uma vez que os últimos locais isolados correspondem a áreas de proteção ambiental e um vazamento desses resíduos poderia facilmente contaminar o solo e lençóis freáticos. Além disso, o País estaria deixando de investir seriamente em fontes alternativas de energia, como, por exemplo, os ventos e a força das marés.

Escrito por folhadafoca

19 19UTC novembro 19UTC 2009 em 13:58

Publicado em Meio Ambiente e Sustentabilidade

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Promessas do “fim da história” não se cumpriram

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Queda do muro de Berlim não atendeu as expectativas por um mundo melhor

Por Marina M. Zenun
Colabarações de Laíssa Barros e Anna Carolina Pinheiro Cardoso

Há 20 anos, o muro de Berlim, o maior símbolo da Guerra Fria, desmoronou, e com ele a União Soviética, a superpotência que emergira como inimiga visceral dos Estados Unidos ao final da Segunda Guerra.  Após décadas de uma rivalidade ideológica e política, característica marcante da segunda metade do século XX, os acontecimentos de 1989 geraram uma onda de euforia que varreu o Ocidente.  Na época, diversos especialistas apressaram-se em vaticinar que a força do grande vencedor era tamanha, a ponto de o neoliberalismo não encontrar nenhum outro forte rival capaz de fazer real oposição ao capitalismo “até o fim dos tempos”. Um dos grandes símbolos do período foi o cientista político norte-americano Francis Fukuyama, que chegou a declarar o “Fim da História”. Em uma análise retrospectiva, o mundo feliz prometido por muita gente não floresceu e vários muros ainda não foram destruídos.

Populares participam das comemorações pelos 20 anos da queda do "Muro da Vergonha" em Berlim. Foto Getty Images

Os Estados Unidos, maior defensor do liberalismo econômico e da democracia liberal, tem um muro separando o estado da Califórnia do México, a fim de evitar que mexicanos busquem empregos melhores nos EUA. No Oriente Médio, em 2002, Israel iniciou a construção de uma muralha de concreto, separando-o da Cisjordânia (Palestina). Segundo o governo israelense, o objetivo é conter o terrorismo palestino. E sob a alegação de conter a expansão de moradias em áreas florestais, o Rio de Janeiro está construindo paredões ao redor das favelas. Duas décadas após a destruição de um dos maiores pilares segregacionistas do mundo, muros ainda continuam sendo utilizados para isolar populações. Contudo, nas comemorações da queda do muro de Berlim realizadas no último dia 31  a atual existência de políticas separatistas similares não foi mencionada. O sistema capitalista, que no passado tanto criticou a construção do muro pelos soviéticos, repete o mesmo erro hoje. Isso sem mencionar as barreiras sociais invisíveis.

A carência do sistema é observada facilmente. Recentemente, os Estados Unidos foram protagonistas da grave crise econômica originária de um mercado com fiscalização quase nula. E contra o princípio liberal de que o mercado caminha por si só, o governo americano precisou injetar milhões de dólares em empresas privadas para tentar salvá-las da falência. Os efeitos do colapso foram suavizados paradoxalmente pela China que, ao contrário dos EUA, possui, desde os tempos da Guerra Fria, um sistema comunista e autoritário. Todavia, nas últimas décadas, o país tem optado por uma abertura comercial controlada. Hoje, a economia chinesa é uma das que mais crescem no mundo, aproximadamente 10% por ano, mesmo após a crise. Os EUA cresceram somente 2,4% nos últimos meses. Contudo, o desenvolvimento do país asiático é questionável, pois se dá a partir de uma ditadura e a desigualdade social, utopia socialista, é gritante. A falta de liberdade, a miséria da população, principalmente no campo, e a poluição ambiental são grandes problemas do gigante econômico.

Tanto o modelo americano quanto o da China são falhos. O primeiro desconsidera uma plena atuação do Estado; o outro leva ao extremo o controle estatal e ambos não conseguem diminuir a desigualdade social. Para Paulo Soutto Mayor, coordenador do curso de Ciências Socias da UNIFEOB (Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos), 

O vertiginoso crescimento da economia chinesa não tem sido suficiente para resolver os problemas sociais do país. Foto: Newscom

 a falha do neoliberalismo pode ser explicada devido às falhas na estatalidade. “Quanto ao neoliberalismo, o próprio Fukuyama, recentemente na revista ‘Foreign Affairs’, especializada em política internacional, fez uma revisão de seu ponto de vista e afirmou que o problema da organização dos países é a estatalidade, ou seja, a formatação institucional a partir de uma burocracia eficiente e meritória”.

Como disse Soutto Mayor, em entrevista à Folha da Foca, “a história não acabou e nem as ideologias”. Talvez, o próprio inimigo recente do capitalismo seja ele próprio, pois os alicerces considerados adequados pelos idealizadores do sistema não são suficientes para suprir todo o meio político-econômico e principalmente as necessidades sociais tão díspares nos países. O socialismo que ainda possui adeptos no mundo todo está mais “light”. Segundo o professor Mayor, “os partidos comunistas, com exceção da China e de Cuba, estão jogando o jogo da democracia liberal”, mas as ideologias desses dois países reprimem o individual e são marcadas, mais que o seu adversário, por ditaduras.  Portanto, ele não apresenta real perigo à estrutura capitalista. Por outro lado, o sistema quase unânime deixa a desejar. Para os defensores do modelo, é preciso aperfeiçoar o capitalismo.

Escrito por folhadafoca

19 19UTC novembro 19UTC 2009 em 13:28

Publicado em Internacional

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Dólar fraco ameaça economia dos emergentes

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Investidores fogem do dólar e procuram nas moedas de países emergentes, como o Brasil, uma nova fonte de lucros

Por Daniel Faustino

Colaboração: Fernanda Cielo

  Os Estados Unidos vivem um dos piores momentos de toda a sua história na área econômica. Com o fim da crise, o processo de recuperação colocou a maior economia mundial em estado de desconfiança e com isso o dólar perdeu, em parte, a credibilidade que o colocava como padrão monetário incontestável no cenário econômico internacional há tanto tempo. Uma prova disso é a grande procura de ativos em moedas de economias emergentes. Dentre as moedas com alta demanda destacam-se o rand, da África do Sul, o peso, do Chile, o dólar australiano e, principalmente, o real brasileiro.

  Temendo a geração de bolhas econômicas no Brasil, pela alta quantidade de capital que deve ingressar no país nos próximos meses, o governo instituiu a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com uma taxa de 2%, sobre o dinheiro que entra para ser aplicado em renda fixa ou na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa). Mesmo com essa medida, a tendência é que haja ainda mais atração de capitais e um fortalecimento do real.

Ilustração. Fonte: Getty Images

 Essa fuga do dólar não significa que a moeda americana perderá totalmente seu espaço como protagonista nas transações internacionais. Ainda não existe uma moeda capaz de substituir o dólar nessa função, e por ocupar o posto de maior economia mundial, os Estados Unidos têm plena capacidade de se recuperar. Porém, enquanto a situação americana não se estabiliza, países que apresentam uma ascensão acentuada como Brasil, Índia, China, África do Sul e a Austrália vêm recebendo uma quantidade de capital inédita em suas economias e suas moedas têm sido procuradas por investidores de todo o globo como uma chance de conseguir um alto lucro.

 Para Sérgio Prodoscimo, analista financeiro de empresas multnacionais, a situação do Brasil não deve ficar tão boa quanto pode parecer. Com o fortalecimento do real e a queda do dólar, as empresas nacionais devem sofrer as conseqüências. O preço dos produtos importados deve cair, já que o dólar estará mais barato, o que fará com que essas empresas  tenham dificuldades em concorrer com esses produtos no mercado interno.  “Haverá um jorrão de produtos importados no Brasil”, analisa. Portanto, a indústria brasileira venderá menos, o que pode também levar a um aumento da taxa de desemprego no País.

 Para alívio do Brasil e de muitos empresários, as mudanças na economia americana podem estar próximas de uma volta à estabilidade. Atualmente, os americanos já estão diminuindo a importação de produtos e aumentando a exportação, o que reduz seu déficit comercial e é um indicador da proximidade dessa estabilidade econômica.

 Para o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, o dólar forte não representa apenas a estabilidade da economia americana, e sim uma estabilidade global. Esse é o efeito que pode ser visto na situação do Brasil. O país depende de uma melhora americana para não sofrer as conseqüências  da desvalorização dos produtos nacionais e das exportações brasileiras.

Escrito por folhadafoca

19 19UTC novembro 19UTC 2009 em 13:02

Publicado em Economia

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Judiciário, a reforma que não avança

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Especialistas e cidadãos expressam  seus pontos de vista sobre a reforma do Judicíario. Mas as mudanças virão?

Por: Felipe Boldrini Francisco
Colaboração: Juliana Rodriguez e Natalia Moraes

Quem depende da Justiça, sabe: ela é lenta e para diversas pessoas fica a certeza da impunidade. São vários os casos em que as vitimas ou parentes esperam há anos que a justiça seja feita. E são muitos os problemas alegados. Demora no inquérito policial, no processo, falta de recursos, de pessoal e também de infraestrutura. Enquanto possíveis reformas são discutidas, tendo como perspectiva um futuro incerto, o cidadão comum sofre com o verdadeiro calvário que é recorrer ao Judiciário.  

Marcos Antônio de Almeida Duarte, 51 anos, engenheiro de telecomunicações, foi mais uma vítima da falha Justiça brasileira. Duarte, que em 2005 foi submetido a duas operações, devido a uma hérnia de hiato (fraqueza do músculo do diafragma), enfrentou em ambas as cirurgias erro médico. O primeiro causado, segundo o próprio cirurgião que o operou, por uma cavidade estomacal, que após a cirurgia ficou mais dilatada do que o normal. O segundo erro nasceu da tentativa de correção do primeiro. A cavidade foi fechada além do necessário. Recomendado a fazer uma terceira cirurgia, o engenheiro resolveu tomar providências na Justiça. Porém, vendo a demora do sistema judiciário, Duarte desistiu de levar seu caso aos tribunais.

Roberto Martinez Baraldi, engenheiro civil conta sua experiência. Ele adquiriu um apartamento ainda em construção, em Ubatuba, litoral norte paulista. No ato da compra do apartamento, a construtora Paterline Campinas prometeu a entrega das chaves no prazo máximo de três anos. Após seis anos de obra, o apartamento ainda não havia passado da 3ª laje. Como não houve resposta da construtora, Baraldi parou de pagar a taxa anual prevista em contrato e entrou na Justiça com um pedido de indenização no valor de 45 mil dólares. Valor que ele já havia investido no imóvel. O processo foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Roberto Baraldi como mau pagador, alegando que ele deveria ter continuado o pagamento em juízo. Além de ser condenado, foi intimado a pagar o valor do processo de 19 mil reais. Quando questionado a respeito da situação, ele afirma que em momento algum foi convidado a comparecer na Justiça para explicar o caso.

Para o engenheiro, a estrutura judiciária do país é falida e tendenciosa. “É necessário uma completa reformulação no sistema, os prazos devem começar a ser cumpridos com rigor. Além disso, falta organização para que os processos não sejam perdidos nos cartórios”, afirma.

Ilustração. Fonte: Corbis

A lentidão da Justiça brasileira é a grande culpada pelo atraso dos processos e pela desistência dos cidadãos de recorrerem aos seus direitos. Em Campinas, foi criada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a 2ª Vara do Júri, com a promessa de reduzir pela metade o número de processos em menos de um ano. Atualmente, são de 2600 sob responsabilidade exclusiva da 1ª Vara do Júri.

Em entrevista ao Jornal Regional da EPTV, o diretor da Cidade Judiciária, José Antônio Alves Torrano, afirmou acreditar que os cidadãos sairão ganhando com a redução do tempo em que o processo tramitará. “Hoje, o que demora por volta de um ano e pouco, dois anos, vai diminuir para uns seis meses, seguramente. Isso vai ser importante para agilizar, porque o interessado vai ter uma solução rápida do seu caso aqui em Campinas”, promete.

Para o advogado criminal Aroldo Cardela, o atraso nos processos não depende só da criação de uma nova Vara. Também é preciso mudar a legislação. “Antes de se entrar numa pauta para um julgamento efetivo perante o tribunal popular, existe a possibilidade de recursos, que são levados, seja para o tribunal estadual, tribunal de justiça, como também para os tribunais superiores em Brasília”.

O professor de Introdução ao Direito Civil da Facamp (Faculdades de Campinas), Claudio Franzolin acredita que, além da agilidade dos processos, outras mudanças são importantes. “É necessário não só a redução do tempo, mas também uma resposta mais ética do júri”. A realização de juizados, também é uma medida que Franzolin presume ser interessante, pois aproxima o cidadão da Justiça.

O maior problema que a sociedade enfrenta, segundo o professor, é a sua falta de consciência e conhecimento dos seus próprios direitos. “Muitas pessoas sabem que existem, mas poucas sabem do seu valor”. Franzolin concluiu que a melhora da Justiça não depende somente de uma reforma do Judiciário, mas também de uma mudança de atitude que tem que nascer do cidadão brasileiro.

Escrito por folhadafoca

19 19UTC novembro 19UTC 2009 em 12:51

Publicado em Política

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Ensino através de tecnologias pode ser o futuro da educação

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Cursos de educação à distância cresceram nos últimos anos, e tentam derrubar a barreira do preconceito dos brasileiros

Por Matheus Alleoni

A educação brasileira passa por uma série de mudanças, novos projetos de métodos, nova carga horária, programas de valorização de professores, entre outras coisas. Em meio a essas transformações aparece o crescimento acentuado da Educação à Distância, que somente entre os anos de 2003 e 2006 cresceu 571%, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A Educação à Distância (EaD), que consiste no processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, tenta quebrar o conservadorismo das metodologias de ensino no Brasil e passa por um processo de adaptação no País. O grande problema dessa implantação é o preconceito que cursos de EaD sofrem por parte da população.

O ensino à distância se dá quando o educador/professor e o aluno não estão no mesmo espaço físico, e sim conectados por algum tipo de tecnologia, como por exemplo: Internet, videoconferência, telefone ou rádio.

A jornalista Ana Maria Ribeiro, que cursa pedagogia pela Universidade Norte do Paraná (Unopar), diz que o curso que ela freqüenta há quase três anos e meio melhorou muito. “O curso à distância me dá um bom suporte, tenho muito material disponível na internet, além de uma aula presencial por semana”, afirma.

Fonte: Inep

Ela vê como maior falha do método a facilidade que os alunos têm em burlar o sistema, pedindo para outras pessoas fazerem suas avaliações. “Algumas pessoas fazem isso, mas se o aluno quiser, ele pode ter uma boa formação através de um curso de EaD”, constata.

Nesse tipo de método, o aluno, na maioria das vezes, pode escolher os horários de seus estudos e o tempo de duração do seu curso. Essa flexibilidade é o que atraiu grande parte dos estudantes.

Quanto à qualidade, segundo o Secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, em artigo escrito para o jornal “Zero Hora”, “o desempenho dos alunos dos EaD no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes(Enade) foi maior em sete das 13 áreas em que foi comparado com o ensino presencial”.

Os cursos de EaD vão desde o ensino fundamental até Pós-Graduações, por isso vêm crescendo muito no Brasil,  e seus maiores alvos são pessoas que trabalham e buscam algum avanço em sua carreira profissional, sendo a Pós-Graduação o perfil de curso mais procurado. Ao todo já são mais de 200 mil pessoas que fazem cursos EaD no País.

Para o Secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, desempenho dos alunos de EaD superaria o dos estudantes dos cursos presenciais

A grande controvérsia do EaD acontece quando alguns educadores discordam da eficácia do método para alguns tipos de cursos. O diretor de Infraestrutura da Faculdade de Educação Física (FEF) da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp), Newton Homem de Mello Prado afirma que é impossível uma graduação em Educação Física sem as aulas presenciais. “É um curso que exige a presença do aluno e do professor no mesmo espaço, e não é o único. Muitas coisas só podem ser aprendidas na prática”, diz, e ainda cita cursos como medicina, enfermagem e engenharia como outros que não podem ser dados à distância.

Os cursos EaD estão em visível crescimento nacional, e aparentam ser uma boa saída para pessoas que trabalham e querem estudar. Além disso, o método atrai tanto jovens como adultos o que o torna mais abrangente em comparação a um curso presencial.  Segundo o Inep, os cursos EaD podem ter até 3 milhões de alunos no ano de 2010.

Escrito por folhadafoca

18 18UTC novembro 18UTC 2009 em 13:48

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